O século do cinema (Glauber Rocha)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011 |

É impossível resumir o fantástico livro de crítica cinematográfica do Glauber. Citarei então o nome dos capítulos e tirem suas próprias conclusões.

Hollywood (Griffith; Chaplin; Erich von Stroheim; Fritz Lang; Orson Welles; William Wyler; Sombras que vivem; Stanley Kramer; [...])

Neo-realismo (Eyzenstein e a Revolução Soviétyka; Os 12 mandamentos de Nosso Senhor Buñel; A moral de um novo Cristo; Él; Jean Ronoir; [...])

Nouvelle-vague (Cine Cristo às avessas; Vadim; A pele doce do amor; Alphaville; Você gosta de Jean-Luc Godard?[...])

Citei os três módulos e alguns dos capítulos dentro destes, vale a pena conferir pra qualquer um que gosta de cinema. O livro conta com publicações de Glauber em variadas revistas e jornais e editadas pelo próprio colocando-as em formato de livro.


O Congresso do Padre Arpa, Gênova, foi em Fevereiro/Março de 1965, e no México só tive tempo de fazer uma ponta em Simeón del desierto, conheci Buñuel no Estúdio Churubuzco e ele mandou eu ir dançar um roque na figuração beat que se vê no final do filme quando Simeón passa da Torre a Times Square, o Deus que vem matar King Kong!
Bufiuel me disse a propósito de 8 Ih [Otto e Mezzo, 1963]: "Es una película fantastique. Fellini es el mas grand cineasta du monde!".
Eu tinha visto 8 1/2 no México e mandei uma cntica para o Zuenir Ventura que na época dirigia o Diário Carioca revisando minhas opiniões sobre Fellini, a quem eu esculhambara na imprensa baiana como cineasta reacionário - e o juízo de Buñuel sobre o filme que me fundiu a cuca valeu como absolvição do Papa.
O Demônio Fellini era um Deus para Buñuel, minha revisão crítica foi anterior ao encontro com Buñuel mas o que me alertou foi o fato de Buñuel, muy de si mismo ... reconhecer com admiração sem inveja o talento superior de Fellini.
 
 http://www.4shared.com/document/_Dm6SI0D/Rocha_Glauber_-_O_seculo_do_ci.html


  

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