Ulisses (James Joyce)

terça-feira, 10 de maio de 2011 |


O escritor irlandês James Joyce, ou James Augustine Eloysios Joyce, nasceu no dia 2 de fevereiro de 1882, em Rathgar, subúrbio de Dublin, capital da Irlanda. Suas obras literárias são as seguintes: Chamber Music (Poemas), 1907; Dublinenses (Contos), 1913; O Retrato do Artista Quando Jovem (Romance), 1916; Exiles (Teatro), 1918; Ulisses (Romance), 1922; Pomes Penyeach (Poemas), 1927; Collected Poems (Poemas), 1936; Finnegan's Wake (Romance) 1939; Stephen Hero (Romance) 1944. Joyce morreu em 13 de janeiro de 1941.

A principal obra de James Joyce é o romance Ulisses, uma narrativa contínua que cobre 18 horas de um dia (16 de junho de 19041) na vida do judeu-irlandês Leopold Bloom, na cidade de Dublin. A trama da obra divide-se em três partes, com dezoito episódios de densidade desigual, sendo o enredo calcado sobre a obra Odisséia, de Homero, e suas partes ligam-se às partes desta obra, sendo Bloom o anti-herói, em relação ao herói grego Ulisses. Além de Bloom, são personagens importantes da obra: Stephen Dedalus (que surge inicialmente como personagem na obra anterior de Joyce, Retrato do Artista Quando Jovem), Malachi Mulligan e Marion Bloom, a esposa infiel de Leopold Bloom (em contraposição à esposa fiel de Ulisses). O livro levou sete anos para ser escrito (de 1914 a 1921).

Traduzida para o francês, teve a sua primeira publicação feita na França pela escritora norte-americana Silvia Beach, em 1922, pela Shakespeare and Company. Esta publicação provocou grande celeuma, tendo sido a obra acusada de amoral e pornográfica. Com isto, foi proibida nos EUA, e apenas em 1934 sua publicação foi autorizada neste país.

Revolucionária em sua forma, a obra Ulisses desconcertou leitores, em razão de sua complexidade lingüística. Joyce, poliglota, profundo conhecedor de línguas mortas e de vários idiomas modernos, como também de história antiga, mitologias, folclore, etc., criou um monumento literário de difícil leitura, devido ao uso de monólogo interior, como também em razão das muitas citações eruditas e de uma mistura labiríntica de imitações de estilos. Por exemplo, no episódio: O Gado do Sol, de acordo com Eleni Loukopoulou (LOUKOPOULOU, 2005), a técnica mostrada neste episódio em nove partes começa "por um prelúdio ao estilo Tácito-Salustiano … em seguida pelo estilo do aliterativo inglês arcaico e do monossilábico anglo-saxão …. pelo estilo de Mandeville … pelo estilo de Mallory em Morte d’Arthur … em seguida pelo estilo das crônicas elisabetanas … em seguida passagens solenes de Milton, Taylor, Hooker, seguidos por um pouco de agitado latim vulgar, ao estilo de Burton e Browne, seguido por uma passagem ao estilo de Bunyan ... depois um pouco do estilo de diário de Pepys-Evelyn ... atravessando Defoe-Swift e Steele-Addison-Sterne e Landor-Pater-Newman até finalizar com uma assustadora mixórdia de jargão inglês, inglês de negros escravos, o escocês, o irlandês, gíria de guetos e péssimos versos". A esta lista, outros especialistas acrescentam os seguintes autores, cujos estilos são imitados por Joyce: Oliver Goldsmith; Edmund Burke; Richard Sheridan; Edward Gibbon; Horace Walpole; Charles Lamb; Thomas de Quincey; Walter Savage; Thomas Macauley; Thomas Huxley; Charles Dickens; John Henry Cardinal; John Ruskin e Thomas Carlyle.

Ulisses é, igualmente, uma obra cuja extrema dificuldade de tradução foi vivenciada por aqueles que se aventuraram a tal empreendimento. Sob certos aspectos, boa parte dela é intraduzível, em razão da grande quantidade de trocadilhos, jogos de palavras, coloquialismos, gírias e de palavras novas criadas por Joyce.
FONTE

Inelutável modalidade do visível: pelo menos isso, se não mais, pensado através dos meus olhos. Assinaturas de todas as coisas estou aqui para ler, marissémen e maribodelha, a maré montante, estas botinas carcomidas. Verdemuco, azulargênteo, carcoma: signos coloridos. Limites do diáfano. Mas ele acrescenta: nos corpos. Então ele se compenetrava deles corpos antes deles coloridos. Como? Batendo com sua cachola contra eles, com os diabos, Devagar. Calvo ele era e milionário, maestro di dolor che sanno. Limite do diáfano em. Porquê em? Diáfano, adiáfano. Se se pode por os cinco dedos através, é porque é uma grade, se não uma porta. Fecha os olhos e vê.
http://www.4shared.com/document/5o2FXzHt/James-Joyce-Ulisses.html

Marcello M.

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