Meu nome não é Johnny (Guilherme Fiuza)

segunda-feira, 24 de maio de 2010 |

(Cartaz do filme e capa da segunda edição do livro)

Comentários (Lílian Alcântara)

O livro "Meu nome não é Johnny" relata a história real de João Guilherme Estrella.O bandido mais mocinho que já existiu. Todos conceitos há muito digeridos por nós sobre o mundo do tráfico, tão relatado em filmes e séries nacionais vão abaixo ao ler a história de Estrella, como Zuenir Ventura também relata "Graças ao que já foi revelado pela mídia, pelo cinema e pela literatura, sabe-se melhor como funciona a cultura do narcotráfico nas favelas do que no asfalto. Na verdade, sabia-se até chegar Meu nome não é Johnny.

A intimidade que Guilherme Fiuza nos impõe com a vida de João Guilherme chega ser desnorteante, por fim seus pensamentos, o do autor e da personagem são os mesmos. A narrativa vai e volta no tempo analisando vários pontos de vista, é aí que o leitor pode perder-se um pouquinho, mas logo acostuma-se.

É inevitável flagrar-se torcendo pra que todas as "tramóias" de Estrella dêem certo, que a polícia não o pegue, que ele seja sempre livre e encaminhe-se para uma "vida digna" longe do crime. Em determinadas partes as coisas dão tão certo que é possível duvidar que a realidade seja tão boa com alguém assim. Só no fim do livro que pude perceber que as coisas nunca foram boas para ele, apenas há um belo positivismo na narrativa de Guilherme Fiuza.

Resenha

João Guilherme Estrella era um típico jovem classe média, que viveu intensamente sua juventude. Inteligente e carismático, adorado pelos pais e popular entre os amigos. João tinha tudo, menos limites. Com espírito aventureiro e boêmio, mergulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas.

No início dos anos 1990, se tornou o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela Polícia Federal, foi preso e seu nome chegou às páginas dos jornais. Em vez de festas, passou a frequentar o banco dos réus e as celas dominadas por facções criminosas. Ficou dois anos num manicômio judiciário, cercado por detentos de alta periculosidade. Sua história é contada neste livro pelo jornalista Guilherme Fiuza, que revela o mundo alucinante das drogas num ritmo vertiginoso.

O resultado é um irresistível thriller sem ficção, que ganhou versão cinematográfica em 2008, com Selton Mello no papel de João. O filme teve direção de Mauro Lima e ultrapassou a marca de dois milhões de espectadores.

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