Histórias de cronópios e de famas (Julio Cortázar)

terça-feira, 27 de abril de 2010 |


"Historias de cronopios y de famas es uno de los libros legendarios de Julio Cortázar. Postulación de una mirada poética capaz de enfrentar las miserias de la rutina y del sentido común, el escritor argentino toma aquí partido por la imaginación creadora y el humor corrosivo de los surrealistas. Esta colección de cuentos y viñetas entrãnables es un introducción privilegiada al mundo inagotable de uns de los más grandes escritores de este siglo y un antídoto seguro contra la solemnidad y el aburrimiento. Sin duda, Cortázar sella un pacto de complicidad definitiva e incondicional con sus lectores."
Contra-capa da edição argentina.
Queria ser cronópio, mas, vezenquando, me enxergo muito mais fama do que deveria. Esperança nunca sou. Como dizem, o livro poderia ter se chamado histórias de cronópios, de famas e de esperanças. Com os cronópios aprendi a chorar, a ter medo, a entender pinturas famosas, da corda em relógios. E o mais surpreendente são as ocupações dos cronópios, esses pequenos seres amarelos.
Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente. Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca. Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.
http://www.4shared.com/document/GCiuzpFY/Julio_Cortzar_-_Histrias_de_Cr.html

Marcello M.

0 comentários: